Educação Ambiental, discutir pra quê?
Esse é sem dúvida, um dos temas mais discutidos da atualidade. Desde a ECO-92, o mundo todo – com exceção do estados Unidos, é claro – vem pensando/criando meios de fazer com que ações sejam desenvolvidas no sentido de impedir a degradação dos recursos naturais, tão indispensáveis para a sobrevivência dos seres vivos. Até a China vem repensando sua atitude quanto à reversão do aumento do efeito estufa.
O início deste texto seria muito bonito no sentido prático da palavras, se não estivesse carregado de enganação.
Todas as atitudes demandadas na direção de se cuidar daquilo que se tem de mais indispensável na natureza, que são seus recursos, serão insuficientes se não se mudar a visão de preservação que se tem hoje.
Hoje o mundo quer preservar, mais quer preservar de modo a não ter prejuízo, de modo a não ter que sacrificar nada daquilo que já tem como as riquezas de uma nação. O que o mundo não percebe é que toda a riquezas geradas dentro de um país tem matéria prima algum recurso da natureza. Isso significa dizer que enquanto não mudarmos essa visão de ‘tiramos tudo de você, mais te damos só um pouquinho em troca”, a natureza continuará a mercê da cobiça e da ganância.
Mas esse será somente mais um tema a ser discutido, se não se deixar para as gerações futuras a verdadeira consciência quanto a preservação da natureza. Preservação pautada no princípio de que tudo o que é retirado da natureza devrá ser devolvido em benefícios e benfeitorias. Somente assim poderemos preservar, proteger e cuidar.
De outra forma, não teremos senão um discurso vazio incapaz de causar qualquer atitude positiva em quem quer que seja.
por Marcilly de Sousa Gonçalves (acadêmica PARFOR-Turma C)